Homem sequestra ônibus na ponte Rio-Niterói e é morto a tiros pela PM

Às 9h04, o sequestrador foi baleado por atiradores de elite, após descer do ônibus, e morreu. Seis reféns já haviam sido liberados no momento, e a PM estimava que 31 pessoas ainda estavam dentro do coletivo.


Um homem entrou por volta de 5h30 num ônibus da linha Jardim de Alcântara (São Gonçalo) – Estácio (Centro do Rio). Ele usava uma arma de brinquedo e levava gasolina.

Depois de 3 horas e meia, às 9h04, o homem desceu do veículo, foi baleado por atiradores de elite, e morreu.

Ao todo, havia 37 pessoas no ônibus. Seis reféns — 4 mulheres e 2 homens — já haviam sido liberados no momento em que o sequestrador foi baleado; nenhum refém se feriu

O trânsito foi bloqueado nos dois sentidos da ponte; às 10h24, a via foi totalmente liberada somente no sentido Niterói; o desbloqueio total no sentido Rio ocorreu às 11h

Não se sabe o que motivou a ação do criminoso; segundo o governador Wilson Witzel, o sequestrador demonstrou “perturbação mental” e disse que queria “parar o estado”

Ainda na entrevista coletiva, o governador Wilson Witzel também comentou críticas que disse ter sofrido por, supostamente, ter comemorado a morte do sequestrador. Segundo ele, a comemoração não foi pela morte do criminoso, mas pela vida dos reféns. “Meu momento de alegria foi de ver as vidas salvas”, declarou.

Para governador, o ato desta terça-feira tem vinculação com o crime organizado porque, na opinião dele, “estimula esse tipo de ação terrorista” e contra o estado. “Não tenha dúvida que é bem provável, na minha convicção como especialista, de que esse fato de hoje tem vinculação com a violência que ocorre nas comunidades por conta do crime organizado”, concluiu.

De acordo com o coronel do Batalhão de Operações Especial (Bope) Nunes, que comandou a operação, o homem chegou a ameaçar pular da ponte com um refém. Segundo ele, as ameaças fizeram a polícia decidir pela chamada “negociação tática”, em que se optou por atirar no sequestrador.

“Ele vinha fazendo alguns procedimentos, alguns contatos, alegando que iria se matar, que iria se jogar da ponte com algum refém […]. Estava difícil manter uma negociação para que se acabasse com todos bem. A todo momento, temos que levar em consideração sempre que o armamento era real. Além do armamento simulacro, ele estava com uma faca, com um isqueiro. Ele colocou garrafas pet com gasolina e pendurou em todo o ônibus”, explicou.

Em entrevista concedida na tarde desta terça-feira, o governador Wilson Witzel voltou a dizer que dará apoios às famílias, incluindo a do sequestrador morto. Segundo ele, o sequestrador demonstrou “perturbação mental” e tinha um isqueiro na mão no momento em que foi baleado.

“Dentro do ônibus, havia forte cheiro de gasolina, garrafas pet cortadas. O criminoso estava com um isqueiro na mão. Na hora que ele foi abatido, havia um isqueiro, que foi apreendido pela polícia, pronto para incendiar aquele veículo. Durante as conversas [de negociação], ele demonstrou perturbação mental, mas disse que queria parar o estado”, declarou.

“Evidente que vamos ouvir familiares e os reféns pra entender o tipo de motivo que levou essa pessoa a praticar o ato, até para que possamos evitar novos atos.”

Às 10h45, duas das quatro faixas da ponte Rio-Niterói estavam liberadas no sentido Rio. A liberação de todas as faixas só ocorreu às 11h, após o ônibus ter sido retirado da via. No sentido Niterói, a via tinha sido totalmente desbloqueada às 10h24.

Sequestro de ônibus na Ponte Rio-Niterói; criminoso foi morto por atirador de elite

Sequestro de ônibus na Ponte Rio-Niterói; criminoso foi morto por atirador de elite (Foto: Infográfico: Juliane Souza/G1)